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quinta-feira, 6 de março de 2014

Adão e Eva 

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"Adão e Eva", detalhe de uma ilustração concluída por Giulio Clovio em …
Courtesy of the Pierpont Morgan Library, New York City

Diferentes povos e culturas têm seus jeitos de explicar a origem da humanidade. A Bíblia, o livro sagrado dos judeus e dos cristãos, conta em sua parte inicial, chamada Gênesis, que Deus criou o primeiro par de seres humanos, um homem e uma mulher — Adão e Eva —, depois que fez o céu e a terra, separou a luz das trevas e diferenciou aves de peixes.

O Jardim do Éden

Primeiro Deus criou o homem, Adão, feito a partir do barro do solo. Deus soprou nas narinas de Adão o hálito da vida. O poderoso criador deu a Adão o Éden, um jardim em que as sementes faziam brotar todas as espécies de árvores, frutos e flores. Havia fartura de beleza e de alimento. Mas, entre todas as espécies verdes do Éden, ou Jardim do Paraíso, Deus avisou que Adão não podia colher, muito menos provar, o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Mas Adão vivia só naquele paraíso, carecia de companhia. Deus, então, fez o homem cair num sono profundo e arrancou-lhe uma de suas costelas, para dar vida à primeira mulher do mundo, Eva. Adão e Eva viviam nus no Éden, mas não se envergonhavam disso naquele paraíso também habitado por diversos animais.
Entre as belezas dos jardins, vivia uma serpente astuta, que atiçou a curiosidade da mulher de Adão para provar o fruto da árvore proibida. Seduzida pela criatura, Eva deu a primeira mordida no fruto e ofereceu um pedaço dele a seu companheiro. No mesmo instante, Adão e Eva perceberam que estavam nus e se envergonharam de seus corpos descobertos, pois tinham adquirido, segundo o texto da Bíblia, o conhecimento do bem e do mal.
Todos receberam um castigo de Deus. A serpente passou a rastejar. A mulher ganhou as dores do parto. O homem, que tinha todo o alimento facilmente ofertado pela terra, teria que a partir daquele dia trabalhar muito para garantir seu sustento. Adão e Eva passaram a ser mortais (poderiam morrer), foram cobertos por túnicas de peles e acabaram expulsos do paraíso, já que agora conheciam o bem e o mal. Longe do Éden, o casal teve os primeiros filhos da humanidade: Caim e Abel.

Outras origens

Na mitologia indígena, são muitas as histórias sobre as origens do mundo e do homem. Para os índios brasileiros que vivem no Xingu, Mavutsinim foi o primeiro homem, que vivia só. Primeiro, ele criou os irmãos gêmeos: Sol e Lua. Depois, transformou uma concha numa linda mulher e, com ela, teve o primeiro filho. Depois, esculpiu outros filhos em toras colhidas nas matas. Mas os seres nasciam e também morriam, por isso ele organizou a festa dos mortos, chamada de “quarup”. Nesse ritual, troncos apanhados no mato são enfeitados e voltam a se transformar em gente.
Na África, segundo a tradição ioruba, existia Olorum, o deus supremo, antes do início de tudo. Certo dia, Olorum se espreguiçou, gerando um volume de água, que deu origem a Oxalá, o primeiro de muitos orixás (santos do candomblé). Olorum entregou o saco de criação aos orixás. Odudua, outro orixá, criou o mundo. Com o barro, Oxalá teve a missão de modelar os homens, os peixes, as árvores e todos os seres vivos que existiam na Terra. Mas, enquanto modelava, o orixá embriagava-se de vinho de palma. Por isso os homens saíram dos mais diferentes tipos, tamanhos e cores.
No continente asiático, na China, um gigante chamado Gumiya e seus doze filhos criaram o mundo num tempo em que tudo era escuridão. Só existia um rinoceronte, que costumava vagar pelo universo. Gumiya arrancou a pele do animal para criar o céu. De seus olhos originaram-se as estrelas. A carne do bicho deu origem à Terra. O cérebro do rinoceronte virou o homem e a mulher.
Já uma das versões da mitologia nórdica para a criação do mundo também envolve uma criatura gigantesca. Odin, o principal deus do povo nórdico, e seus irmãos mataram um gigante, Ymir, que era formado de fogo e gelo. O corpo dele também foi transformado em partes do mundo: o sangue virou rios e oceanos, o cérebro deu origem às nuvens, sua carne virou terra e os ossos tornaram-se pedras.
Para explicar a origem dos seres humanos, uma história antiga da Índia fala de um ser chamado Eu. Quando Eu se sentiu solitário, ele se dividiu em dois, criando o homem e a mulher. Seus filhos se tornaram a espécie humana. Muitos mitos da África ocidental dizem que os primeiros seres eram um par de gêmeos. Os sumérios, um povo antigo do Oriente Médio, acreditavam que o primeiro povo veio da argila. De acordo com seus mitos, o deus da água disse à sua mãe para ela moldar pedaços de argila na forma de pessoas. 

Círio de Nazaré 

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O Círio, procissão em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, se realiza todos os …
Paulo Santos/AP

O Círio de Nazaré é a maior festividade religiosa católica do mundo. É uma procissão celebrada todos os anos, no segundo domingo de outubro, em Belém, capital do estado do Pará. Cerca de 2 milhões de pessoas acompanham o cortejo para homenagear Nossa Senhora de Nazaré. A tradicional festa também é realizada em Portugal, mas em outra data: 8 de setembro.
Suas origens remontam ao século XVII, quando um caboclo chamado Plácido encontrou uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré junto a um igarapé, em meio ao lodo e à lama, em Belém.
A primeira celebração do Círio de Nazaré em Belém aconteceu em 1793. No início era realizada à noite, daí o uso dos círios, ou velas. A festa começa com uma missa, rezada às 6 horas da manhã. Em seguida, os fiéis começam a procissão do Círio, uma caminhada de 5 quilômetros, da Catedral Metropolitana até a Basílica de Nazaré, que dura toda a manhã. (Em 2004, a caminhada do Círio chegou a atingir nove horas e quinze minutos, sendo a mais longa de sua história.)
Durante o cortejo, desfilam os símbolos da festa, como um manto que envolve a imagem de Nossa Senhora, uma berlinda (espécie de altar) que a carrega, crianças vestidas de anjos, fogos de artifício e velas em vários formatos que imitam as partes do corpo humano (a palavra “círio” vem do latim e significa “vela grande”).
Depois da romaria, a imagem da Virgem fica exposta na Praça Santuário de Nazaré até quinze dias após a celebração. Esse período é conhecido como quadra nazarena, em que outras homenagens são feitas a Nossa Senhora, assim como cantos, danças e pagamento de promessas.
Em setembro de 2004, o Círio de Nazaré de Belém do Pará foi considerado patrimônio imaterial (ou seja, patrimônio cultural de natureza imaterial) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). 

Maomé 

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A declaração da fé islâmica, fundada por Maomé, está …

O profeta Maomé foi o fundador da religião chamada islamismo, cujos seguidores, os muçulmanos, acreditam que ele recebeu mensagens de Alá (Deus). Essas mensagens foram posteriormente reunidas no Alcorão, o livro sagrado do islamismo.

Infância e juventude

Maomé nasceu na cidade árabe de Meca (na atual Arábia Saudita) mais ou menos em 570. Perdeu o pai antes de nascer e a mãe quando estava com 6 anos. Foi criado pelo avô e depois pelo tio.
Por volta dos 25 anos, ele se casou com uma viúva rica e quinze anos mais velha, chamada Cadidja. O casamento ajudou-o a adquirir fortuna e posição social e lhe deu seis filhos. Embora muitos homens da época tivessem mais de uma mulher, Cadidja foi a única mulher de Maomé até a morte dela.

Primeiros tempos do islamismo

Segundo a tradição, por volta de 610 Maomé teve uma visão (que acreditou ter sido do anjo Gabriel) e ouviu uma voz lhe dizer: “És o mensageiro de Deus”. Em várias ocasiões durante o resto da vida, ele recebeu mensagens verbais que acreditava virem diretamente de Deus.
Maomé começou a pregar em Meca por volta do ano 613. Dizia às pessoas que, diferentemente da prática árabe de cultuar muitos deuses, elas deviam cultuar uma única divindade. Além disso, ele dizia que as pessoas deviam ser generosas, pois assim manifestavam sua gratidão a Deus. Essa nova religião pregada por ele passou a ser chamada islã, que significa “submissão a Deus”.

A saída de Meca

Em Meca, muitas pessoas eram contra a nova religião. As que acreditavam em muitos deuses temiam a destruição dos seus locais sagrados. Os comerciantes repudiavam Maomé porque ele criticava a sua ganância.
Maomé se preocupava com a possibilidade de que seus inimigos prejudicassem ele e os seus seguidores, e assim incentivou-os a migrar para uma cidade vizinha, Medina. O próprio Maomé foi para Medina no dia 24 de setembro de 622, considerada a data de início da história do islamismo. A viagem de Maomé a Medina é conhecida como hégira (que significa “fuga” ou “saída”).

A união das tribos

A maioria dos árabes da época fazia parte de grandes grupos chamados tribos. Maomé estava determinado a unir as tribos árabes sob o islamismo. Ele achava que, unindo-as, seria possível usar a força militar conjunta dessas tribos para disseminar sua religião para outras áreas.
A fim de atingir esse objetivo, Maomé precisava ganhar o apoio de Meca. A partir de 622, ele e seus seguidores lutaram em vários combates contra forças de Meca. Na época em que Maomé e suas forças entraram em Meca, em 630, muitos cidadãos notáveis já haviam se mudado para Medina a fim de se tornar muçulmanos. Meca se entregou sem grande resistência.
Maomé morreu no dia 8 de junho de 632, em Medina, deixando a maior parte da Arábia unida e pronta para disseminar sua crença. Mas depois da sua morte seus seguidores não entraram em acordo quanto a quem devia liderá-los. Isso levou ao desmembramento do islamismo em diferentes ramos. 

Zoroastrismo 

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Sacerdotes zoroastristas, ou parses, realizam a cerimônia de apresentação de …

A religião conhecida como zoroastrismo (ou zoroastrianismo) foi fundada no século VI a.C. por um iraniano chamado Zoroastro. A maioria dos seus seguidores vive na Índia, onde essa religião é conhecida como parsismo e seus praticantes são chamados de parses.
Os zoroastristas acreditam que o mundo esteja mergulhado em uma batalha entre o bem e o mal. Eles veneram um deus supremo, Ahura Mazda, o criador do mundo e de todas as coisas boas. O mal é representado por Ahriman, criador de todas as coisas más. Os zoroastristas acreditam que, no final, todo o mal será destruído.
Os zoroastristas se empenham em se distanciar do mal. Ser generoso e sincero com as pessoas são atitudes importantes. Os seguidores vestem duas peças de roupa sagradas, o sadre (camisa) e o kusti (cinturão).
O fogo é um símbolo importante no zoroastrismo. Os seguidores da religião oram todos os dias muitas vezes em frente ao fogo. Entre as várias cerimônias há os rituais de limpeza e o sacrifício de um licor sagrado.
O zoroastrismo se disseminou aos poucos da Pérsia (atual Irã) para outros países. Tornou-se a fé oficial do país em 224 d.C., mas acabou sendo substituído pelo islamismo como principal religião da Pérsia. A maioria dos zoroastristas escapou de lá para se estabelecer na Índia. Atualmente, os seguidores do zoroastrismo vivem em cerca de vinte países. 

 Religiões brasileiras e afro-brasileiras  


O Brasil é um país com grande diversidade religiosa. A maior parte da população se declara católica, mas várias outras religiões são praticadas no Brasil.

Religiões cristãs

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Ruínas de uma missão jesuítica no Rio Grande do Sul. Os jesuítas …
iStockphoto/Thinkstock
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No santuário de Nossa Senhora Aparecida, considerada padroeira do Brasil, vê-se a …
Art Directors—TRIP/Alamy
 
O catolicismo chegou ao Brasil juntamente com os primeiros colonos portugueses. Grupos jesuítas vieram catequizar as populações locais e convertê-las à religião católica.
Foi a religião oficial do Estado brasileiro até a Constituição de 1889, que instituiu o estado laico, ou seja, separado da religião. Somente a partir desta data que a liberdade religiosa ficou garantida no país. 

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Igreja luterana em Pomerode, Santa Catarina, Brasil.
Andre Seale/Alamy
 
O protestantismo foi trazido para o Brasil por imigrantes alemães, no início do século XIX, e por missionários norte-americanos, que vieram na segunda metade do século XIX. Os principais grupos protestantes no país são os luteranos, os metodistas, os presbiterianos, os adventistas e os batistas.
Já o pentecostalismo — herdeiro do protestantismo, mas com algumas divergências — chegou ao Brasil em 1910, com a fundação da Congregação Cristã do Brasil, na cidade de São Paulo. Atualmente existem centenas de igrejas pentecostais no país, mas em toda a América Latina, são conhecidas como “evangélicas”.
O espiritismo chegou ao Brasil em meados do século XIX. Em 1884, foi fundada a Federação Espírita Brasileira, impulsionando a formação de grupos que adotavam essa crença.
O Brasil também tem igrejas ortodoxas. O culto foi trazido ao Brasil principalmente por imigrantes gregos, russos e de outras nacionalidades da Europa oriental.

Judaísmo, islamismo e budismo

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Toda sinagoga tem uma arca. Mas muitos outros elementos variam de uma sinagoga para outra. Esta …
Eitan Simanor/Alamy
 
A mais antiga sinagoga brasileira data de 1637, em Recife, mas vestígios dela só foram descobertos no ano 2000. Antes disso, acreditava-se que a primeira sinagoga em solo brasileiro havia sido fundada em 1910. O número de praticantes do judaísmo no país, no entanto, cresceu a partir da década de 1930, com a chegada de judeus alemães fugidos do nazismo. 

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A mesquita do Centro Islâmico do Brasil está localizada em Brasília e é …
Fausto Albuquerque/Alamy
 
O primeiro contingente grande de adeptos do islamismo que chegou ao Brasil era formado por escravos africanos. A primeira mesquita, no entanto, seria fundada só em 1929, em São Paulo, a partir do trabalho de imigrantes árabes muçulmanos. 

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Os monges budistas usam roupas simples e costumam viver em comunidades chamadas mosteiros.
Paul Chesley—Stone/Getty Images
 
Os imigrantes japoneses que vieram para o Brasil no início do século XX trouxeram com eles o budismo. O primeiro templo foi construído em 1932, em Cafelândia, no estado de São Paulo.

Crenças indígenas

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Índios do povo iaualapiti realizam a dança tradicional do quarup, durante a abertura …
Eraldo Peres/AP
 
As nações indígenas sempre possuíram crenças e rituais religiosos diferentes uns dos outros. Alguns aspectos, no entanto, eram parecidos: todas elas cultuavam as forças da natureza e os espíritos dos antepassados. Os deuses e espíritos eram homenageados com rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável pelo conhecimento religioso e pela transmissão desse conhecimento aos membros da tribo.
Na religião tupi-guarani, a deusa principal, criadora dos seres, se chamava Monã. Depois do contato com os colonizadores europeus, que viam em Deus um ser marcadamente masculino, cresceu a importância do deus Tupã, do trovão e do fogo, que passou a ocupar o papel principal, de deus criador.
A religião do santo daime se desenvolveu a partir da década de 1930 no Acre, tendo ganhado mais tarde fiéis por todo o Brasil. Originou-se de elementos indígenas, como a ingestão da substância extraída de um tipo específico de cipó que provoca alucinações consideradas religiosas. Aproveitou também elementos do catolicismo, como o culto de Nossa Senhora da Conceição, o ritual do santo daime tem cantos e dança.

Religiões afro-brasileiras

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Figuras de orixás pela escultora Tati Moreno, na lagoa Dique do Tororó, em Salvador, …
Arco Images GmbH/Alamy
 
Os escravos africanos trouxeram consigo várias crenças e religiões que aos poucos se incorporaram ao cotidiano do Brasil.
As principais religiões afro-brasileiras são o candomblé e a umbanda, praticadas em todos os estados brasileiros. Variações locais dessas duas religiões também são encontradas, como o babaçuê, no Pará, o batuque, no Rio Grande do Sul, a quimbanda, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e o tambor de mina, no Maranhão.

Candomblé

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Sacerdotisas participando de uma cerimônia de candomblé, na Bahia, Brasil.
World Religions Photo Library/Alamy
 
O candomblé é uma religião afro-brasileira que cultua orixás. Os orixás são deuses das nações ioruba que apresentam sentimentos humanos, como o ciúme e a vaidade.
O candomblé chegou ao Brasil entre os séculos XVI e XVII, com os escravos vindos da África ocidental. Os portugueses julgavam esses cultos feitiçaria e os proibiam. Para evitar repressão, os escravos passaram a associar os orixás a santos católicos, o que acabou, com o tempo, gerando o sincretismo religioso típico do Brasil.

Umbanda

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Mulheres ioruba dançando em homenagem ao deus orixá Xangô, na Nigéria.
Frank Speed
 
A umbanda nasceu no Rio de Janeiro, na década de 1920. Mistura crenças e rituais africanos, indígenas e europeus. Suas raízes africanas podem ser encontradas em duas religiões: na cabula, do povo banto, e no candomblé, da nação nagô. Já suas raízes europeias estão no espiritismo kardecista, que acredita na possibilidade de contato dos mortos com os vivos.
Na umbanda, o universo é povoado por guias espirituais que entram em contato com as pessoas por meio de um iniciado, o médium. Esses guias se apresentam por meio de figuras como o preto velho, o caboclo e a pomba-gira.
Além da umbanda, entre as fés surgidas do sincretismo religioso destaca-se ainda a macumba, que também incorpora elementos africanos, católicos, espíritas e indígenas. Seus rituais têm cantos, acompanhados de percussão marcante.
 
Fonte: http://escola.britannica.com.br

Bíblia 


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Os livros do Novo Testamento foram escritos originalmente em grego. O texto grego pode ser visto …


The Granger Collection, New York
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Muitas das primeiras cópias da Bíblia foram escritas à mão e tinham …


© Ann Ronan Picture Library/Heritage-Images

A Bíblia é um livro importante para os judeus e para os cristãos. A Bíblia do judaísmo não é idêntica à Bíblia do cristianismo, embora as duas compartilhem a maioria dos textos. Os livros da Bíblia foram escritos ao longo de séculos e por muitos autores diferentes.

A Bíblia do judaísmo

A Bíblia judaica (ou Bíblia hebraica) trata das experiências religiosas da antiga nação de Israel. Foi escrita entre cerca de 1200 a.C. e 100 a.C., principalmente em hebraico. Ela contém 24 livros divididos em três seções: a Lei, os Profetas e os Escritos.
Os primeiros cinco livros são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Juntos, são conhecidos como a Lei porque explicam e interpretam as leis de Deus. Além disso, relatam como Israel antigo tornou-se uma nação e chegou à posse da terra prometida. Esses cinco livros também são chamados de Torá (pelos judeus) ou Pentateuco (pelos cristãos).
Os livros dos Profetas contêm mensagens dos profetas, pessoas do antigo Israel que falavam à nação em nome de Deus. Também narram a história antiga dos judeus.
A seção dos Escritos abrange livros diversos contendo poesia, narrativas, história e outros tipos de literatura. Um deles é o livro dos Salmos, uma coletânea de canções e poemas sagrados de diversos períodos da história de Israel. Os outros Escritos usam ditados e histórias para transmitir às pessoas ensinamentos sobre o comportamento correto.

A Bíblia do cristianismo

A Bíblia cristã é composta de duas partes: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. O Antigo Testamento é muito semelhante à Bíblia judaica, mas os livros são organizados de modo um pouco diferente.
Nem todas as bíblias cristãs são exatamente iguais. Além dos 39 livros do Antigo Testamento cristão, a Igreja Católica e a Ortodoxa incluem alguns livros que não são aceitos pelos protestantes; esses livros são conhecidos como apócrifos ou deuterocanônicos. A Bíblia judaica tampouco contém os livros apócrifos.
Os cristãos criaram o Novo Testamento após a morte de Jesus para ajudar a difundir a mensagem dele para o mundo. Acredita-se que o Novo Testamento tenha sido escrito entre aproximadamente 50 d.C. e 150 d.C. Ele tem quatro seções: os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, as Epístolas (cartas) e o Apocalipse.
Os quatro livros chamados Evangelhos tratam da vida e dos ensinamentos de Jesus. Acredita-se que cada um deles tenha sido escrito por um entre os seguidores mais próximos de Jesus: São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.
Os Atos dos Apóstolos relatam a história dos primórdios da Igreja e de seus mensageiros (os apóstolos), após a morte de Jesus.
As Epístolas são cartas contendo conselhos e orientações. A maioria delas foi escrita por São Paulo. Todas as cartas foram copiadas posteriormente e difundidas entre as igrejas no Império Romano para oferecer aos fiéis soluções de problemas das igrejas locais e orientações sobre como viver uma vida cristã. As cartas também ofereciam interpretações dos Evangelhos.
O livro do Apocalipse descreve o fim do mundo e os acontecimentos que o antecedem. Ele transmite uma mensagem de esperança aos cristãos, aconselhando-os a ater-se à fé em situações difíceis, porque o Reino de Deus está próximo.
Fonte: http://escola.britannica.com.br

Abraão 

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Abraão é uma figura importante tanto para judeus como para cristãos e …
G. Dagli Orti/DeA Picture Library

Abraão é um personagem de importância primordial para três grandes religiões: a judaica, a cristã e a muçulmana. Ele é considerado o patriarca da nação de Israel.
A história de Abraão é narrada no Gênesis, o primeiro livro da Bíblia. Nos tempos modernos, os arqueólogos encontraram antigas tábulas – ou placas com escritos – de argila que contam mais sobre essa história.
Segundo a Bíblia, Abraão saiu da terra de Ur, na Mesopotâmia (onde hoje fica o Iraque). Ele fazia parte de um povo de pastores nômades – isto é, que viviam se mudando de um lado para outro, acompanhando seus rebanhos. Há cerca de 4 mil anos, eles se estabeleceram em Harã, que ficava onde hoje é a Turquia. Ali, Deus disse a Abraão para abandonar seu povo e se mudar para uma nova terra. Ele obedeceu.
Com 75 anos de idade, Abraão viajou para Canaã (a terra em que hoje fica Israel) com a mulher, Sara, e outras pessoas. Deus lhe disse que ele e seus descendentes se tornariam donos daquela terra. A princípio, Abraão e Sara pensaram que eram velhos demais para ter filhos e riram. Abraão teve seu primeiro filho, chamado Ismael, com Agar, a escrava de Sara. Mais tarde, Sara também teve um filho, chamado Isaac. Abraão morreu aos 175 anos.
Isaac herdou a terra de Canaã. Depois de sua morte, o filho de Isaac, chamado Jacó, se tornou dono da região. Deus mudou o nome de Jacó para Israel. Os judeus são descendentes dele. No cristianismo, Abraão é considerado o pai, ou patriarca, de todos aqueles que acreditam em Deus. Abraão também é importante para os muçulmanos, pois os árabes se consideram descendentes de seu filho Ismael – sendo, dessa forma, primos-irmãos dos judeus. No Alcorão, que é o livro sagrado do islamismo, conta-se que Abraão e Ismael construíram a Caaba, considerada o local mais sagrado do mundo muçulmano, que se localiza em Meca, na Arábia Saudita.